quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Comentários da Semana





(Comentários em ordem alfabética)




O Clube [Pablo Larraín, 2015] - Guilherme W. Machado
Busca todo tempo ser provocativo, só que acaba na maioria das vezes tomando tons meramente discursivos. O rigor excessivo da direção e da fotografia traz, em princípio, boas imagens, mas resulta num filme cada vez mais distante, frio e cansativo de se assistir. Por mais que possua elementos interessantes, seu produto final não é muito mais do que um filme desgastante.

NOTA







A Colina Escarlate [Guillermo Del Toro, 2015] - Guilherme W. Machado
O Iluminado [1980], Interlúdio [1946], Desafio do Além [1963], Sexta-Feira 13 [1980], até mesmo Game of Thrones... Del Toro perde-se constantemente em suas referências, transferindo toda sua indecisão para nós, espectadores, que nada temos a ver com isso. Falta coerência, ritmo, atmosfera, ou qualquer outra coisa que gere interesse. Até mesmo o poderoso visual parece perdido, para não dizer inadequado, uma vez que não é realmente um filme sobre uma casa assombrada, apenas um corriqueiro thriller de psicopata.

NOTA







Everest [Baltasar Kormákur, 2015] - Matheus R. B. Hentschke
Um filme no vazio: roteiro que mostra o velho e corriqueiro plot dos aventureiros que enfrentam condições extremas em uma montanha e têm de sobreviver, utilizando-se como subterfúgio o "baseado em uma história real" para tentar se blindar de críticas. Personagens que não passam de meras peças funcionais para o dilema infame: "quem sobreviverá ao final?", ainda que não tenha se criado a empatia necessária para que o público realmente sinta algo com a morte daquelas pessoas. Além disso, verdade seja dita, nem mesmo a fotografia que tinha tudo para ser boa, consegue encantar e o Everest é mostrado em uma série de imagens frias, com o perdão do trocadilho, e esquecíveis. Um verdadeiro equívoco.

NOTA






Perdido em Marte [Ridley Scott, 2015] - Matheus R. B. Hentschke

Perdido em Marte mostra a face mais vil do cinema blockbuster. Por meio de uma massiva campanha de marketing, o mais recente filme de Ridley Scott cooptou inúmeras pessoas para assistir a essa obra que peca tanto por um roteiro previsível, recorrendo a toda hora a um humor raso e de pouca eficácia, além de usar e abusar de uma desinteressante ciência que a toda hora se explica, bem como de uma direção pouco inspirada por parte de Scott, que só conseguiu mostrar alguns lampejos do diretor que já foi no passado na sequência de cortes rápidos ao embalo da fantástica música “Starman” de David Bowie e no clímax, mas sem mais detalhes para não dar Spoilers, ainda que óbvios. Se em Interestellar [2014] de Christopher Nolan, o espaço e os planetas visitados ganhavam dimensões fantásticas e hiperbólicas, e em O Náufrago [2000] de Robert Zemeckis, Tom Hanks carrega o filme com seu carisma e grande atuação; Perdido em Marte se opõe a essas duas obras, revelando um acumulado de cenas desinteressantes em Marte tanto pelo trabalho preguiçoso de Ridley Scott, quanto pela dificuldade em atuar que Matt Damon demostra há alguns anos. Realmente, talvez seja hora de Scott dar um descanso antes de voltar a Prometheus 2 ou o público terá que assistir o terceiro fracasso seguido do diretor no espaço.

NOTA



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